domingo, 25 de abril de 2010

Maria Rita /Composição: R. Lee E Z. Duncan

Mexo, remexo na inquisição


Só quem já morreu na fogueira

Sabe o que é ser carvão

Hi! Hi!...



Eu sou pau prá toda obra

Deus dá asas à minha cobra

Hum! Hum!

Minha força não é bruta

Não sou freira

Nem sou puta...



Porque nem!

Toda feiticeira é corcunda

Nem!

Toda brasileira é bunda

Meu peito não é de silicone

Sou mais macho

Que muito homem

Nem!

Toda feiticeira é corcunda

Nem!

Toda brasileira é bunda

Meu peito não é de silicone

Eu sou mais macho

Que muito homem...



Ratatá! Ratatá! Ratatá!

Parapá! Parapá!

Hum! Hum!...



Sou rainha do meu tanque

Sou Pagu indignada no palanque

Hi! Hi!

Fama de porra louca

Tudo bem!

Minha mãe

É Maria Ninguém

Hi! Hi! Eh! Eh!...



Não sou atriz

Modelo, dançarina

Meu buraco é mais em cima

Porque nem!

Toda feiticeira é corcunda

Nem!

Toda brasileira é bunda

Meu peito não é de silicone

Eu sou mais macho

Que muito homem...



Nem!

Toda feiticeira é corcunda

Nem!

Toda brasileira é bunda

Meu peito não é de silicone

Sou mais macho

Que muito homem...



Ratatá! Ratatatá

Hiii! Ratatá

Parapá! Parapá!...

PAGU GRANDE GUERREIRA



Patrícia Rehder Galvão descobriu – assim como cada um de nós descobrirá um dia – que nada se pode fazer diante da liberdade de escolha do ser humano. E quando a maioria humana escolhe a estupidez e a alienação, as pobres criaturas pequeninas que remarem em contrário, pouca coisa conseguirão com suas parcas forças contra esse monstro gigantesco. Quem sabe, agora, lá no colo de Deus, essa minha amada amiga, tenha encontrado quem lhe dê ouvidos e o único Ser capaz de vencer tal monstro? E quem sabe, neste instante, com todas as suas asas recarregadas, tenha muito mais forças para nos ajudar a seguir seu exemplo, sem esquecermos de alimentar nossas asas no mesmo colo em que ela se encontra ? Falta só dizer mais uma coisa, ela está também num outro lugar: no coração de suas irmãs e herdeiras e, portanto, no meu também.


“SONHE, TENHA ATÉ PESADELOS SE NECESSÁRIO FOR, MAS SONHE.” (Pagu)


Pelo olhar de Gisele de Marie (autora deste artigo).

Oswald se apaixona por Pagu

A partir de 1929, Oswald se apaixona por Pagu, que a seus olhos passa a ser o mais autêntico símbolo da ousadia e inconformismo antropofágico. A paixão de Oswald é correspondida, mas como Pagu também sente enorme amizade e admiração por Tarsila, sente-se dividida. Nada disso foi fácil para ela. Passa a dividir sua atenção entre os dois, sem esquecer de reservar também um espaço para o seu trabalho – um detalhe despercebido para muitos, mas importante e inacreditável para sua época e para uma garota de 19 anos! Durante o período modernista de 28 a 30, Pagu desenha para a Revista Antropofágica e escreve seus “sessenta poemas censurados”, que não foram encontrados. Também são dessa época o “Álbum de Pagu”, elaborado em 1929 e dedicado a Tarsila do Amaral, o qual reunia poemas e desenhos. E há ainda o diário a quatro mãos que escreveu com Oswald. Este separa-se de Tarsila. E em 5 de janeiro de 1930 casa-se, simbolicamente, com Pagu no Cemitério da Consolação, à Rua 17, nº 17. Mais tarde se retratam diante de uma igreja. Em 1931, com a crise econômica agravada pela crise de 29, Patrícia e o esposo se alistam na militância política do Partido Comunista. Nessa fase, ambos editam o jornal “O Homem do Povo”, que expressa uma visão radical de esquerda, e onde Pagu assina a coluna feminista “A Mulher do Povo”, além de ilustrações, cartuns e uma historinha em quadrinhos. É tambem desse período o seu romance “Parque Industrial”, que reflete sua solidariedade com o proletariado e sua crença na salvação do comunismo. Doze anos depois, ela escreveria seu segundo e último romance, no qual apresenta uma visão totalmente diferente, desencantada com a política e a falta de ética, coerência e integridade da mesma.




Ainda em 1931, como militante política, participa do comício dos estivadores em Santos. É presa, e ao ser libertada, o PC a obriga a declarar-se uma “agitadora individual, sensacionalista e inexperiente”. Contudo, Pagu não desiste da luta pelo que acredita. Há uma coragem e uma força não apenas impressionantes nesta jovem de 21 anos, mas também comoventes. Apesar de casada e com um filho, jamais se limitou à rotina dos serviços domésticos (higiênicos, culinários ou sexuais) e, menos ainda, às rotinas e absurdos partidários. Começa a viajar pelo mundo, como correspondente do “Correio da Manhã”, “Diário de Notícias” e “A Noite”. Visita o Japão, EUA, Polônia, Alemanha, China, França, Rússia. É a única jornalista latino-americana a presenciar a coroação do Imperador da Manchúria, de quem obtém as primeiras sementes de soja trazidas e plantadas no Brasil. Sim, devemos a soja a Pagu! Em 1934, a decepção com o comunismo começa a invadi-la e é expressa num cartão-postal enviado de Moscou ao esposo: “Gente pobre nas ruas e luxo para os burocratas.” Estuda em Paris, na Sorbonne, e é presa como comunista, sendo repatriada ao Brasil, quando então separa-se definitivamente de Oswald.



Com o Estado Novo, é presa mais uma vez, em 1935. Sofre terríveis torturas, além de perseguições dos companheiros do próprio partido. São quatro anos e meio de cárcere, dos quais é libertada em 1940, horrivelmente magra e esmagada física e emocionalmente. Seu senso crítico, porém, continua intacto. Prova disso é que, afinal, divorcia-se de vez do PC e percebe que a corrupção, a má-fé, a podridão política não escolhe partido.

A VIDA ADULTA DE PAGU

DO NASCIMENTO AOS 30 ANOS




Patrícia Rehder Galvão nasceu em 9 de junho de 1910, em São João da Boa Vista – SP, sendo a terceira filha de Adélia e Thiers Galvão de França, e trazendo nas veias o sangue dos imigrantes alemães e dos quatrocentões paulistas. Quando estava com apenas 12 anos, nasce a Semana de 22, a aurora do Movimento Modernista, que protestava contra o servilismo brasileiro à cultura e arte estrangeira, especialmente a européia.





Em 1925, aos 15 anos, normalista, e já tendo passado por escola de freira (onde, entre outras coisas, fumava escondido, pulava muros e dividia traquinagens com a irmã e melhor amiga, Sidéria), estréia como colaboradora no“Brás Jornal” de São Paulo, com o pseudônimo de “Patsy”. Em 1928, o amigo e poeta Raul Bopp dá-lhe o apelido que se tornaria o mais conhecido: “Pagu”, pensando que seu nome fosse Patrícia Goulart. Nesse mesmo ano é apresentada aos modernistas do grupo de Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Benjamin Peret e outros. Pagu tem apenas 18 anos, então. É muito inteligente, cheia de vida e audácia, original e pertencente ao mundo de idéias vanguardistas. Mas é também apenas uma menina de 18 anos – e não uma espécie de devassa desvairada, inconseqüente, destruidora de lares e pares “perfeitos”. Tarsila e Oswald são fascinados por ela e praticamente a adotam. Ela, por sua vez, os admira e os ama com todo o ardor de que a juventude a reveste.

UM POUCO DA HISTÓRIA DE PAGU

É preciso que se diga que Pagu é, antes de tudo, uma pessoa, como eu ou você. Uma mulher, uma criatura incrível, muito acima de qualquer modismo. Não estamos falando de nenhum produto fabricado para consumo dos infindáveis portadores de cabeças com “Síndrome de Vácuo”, nem estamos falando de alguma roupa mágica para vestir a burrice cega e megalômana de “pseudo-intelectuais”, “pseudo-artistas”, “pseudo-doutores”, “pseudo-malucos”, e não sei mais o quê.
Hahahaa, complexo não? mas,como grandes mulheres que construe sua história com garra e maestria, Pagu foi e será uma grande representação da luta das mulheres pelo seu espaço na sociedade de forma livre e com equidade.
Ao doze anos, essa guerreira começa mostrar suas idéias no período do modernismo foi apoiada a mostrar seu talento na literatura por nada mais nada menos que Osvaldo de Souza e tarcilia do Amaral, e com isso aos 16 anos já era uma escritora de grande talento, vou colocar aqui para vocês um pouco da sua trajetória, num artigo muito interessante que encontrei, boa leitura.

Estamos falando de um ser humano, que tentou “SER” humana – na verdadeira acepção da palavra e em tudo o que isso implica - com todas as suas forças, com todo o seu possível, embora também dentro de todas as suas limitações. Peço a vocês, leitoras ou leitores, principalmente a vocês aí, que andam falando asneiras sobre esse ser humano que não está mais aqui para poder se defender – e que, na verdade, mesmo se estivesse, é provável que nem se desse a tal trabalho – peço a vocês que, antes de pensarem ou dizerem qualquer coisa sobre essa mulher, dêem uma olhada neste humilde artigo e se permitam conhecê-la um pouco mais e melhor.

“Pagu” não foi o único apelido ou pseudônimo que ela teve. Estes eram inúmeros. “Zazá”, “Patsy”, “Pat”, “Solange Sohl”, “P.T.”, “P.G.”, “Mara Lobo”, “Irmã Paula”, “G. Léa”, “Leonnie”, “Ariel”, “Brequinha”, são apenas alguns exemplos. Seu nome verdadeiro era Patrícia Rehder Galvão, e o livro mais completo a seu respeito, para quem estiver interessado, é “Pagu: vida-obra”, de Augusto de Campos, lançado em l982, pouco conhecido do público e difícil de se encontrar. Infelizmente, não lembro a editora e o único exemplar que eu tinha desapareceu (isso, às vezes, acontece com meus livros, e não me perguntem como...). Há também um outro, muito bom: “Patrícia Galvão – livre na imaginação, no espaço e no tempo”, editora UniSanta, de autoria de Lúcia M. Teixeira Furlani. É nestes dois livros, aliás, que se baseiam a maior parte das informações deste artigo, e também em algumas conversas com pessoas que tiveram o privilégio de conhecer Pagu ainda em vida.

Foi lançado, no início do mês de maio de 2004, juntamente com a abertura de uma exposição de desenhos de Pagu e documentos sobre ela no MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo, um outro livro com textos e organização também de Lúcia Maria Teixeira Furlani: “Croquis de Pagu – 1929 – e Outros Momentos Felizes que Foram Devorados Reunidos”, Editora UniSanta/Cortez.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

DICAS DE SEDUÇÃO


1. Sorria sempre. O sorriso é um sinal de que você está aberto(a) a contatos. Mas é preciso mantê-lo por, pelo menos, 3 segundos. Experimente contar baixinho um milhão e um, um milhão e dois, um milhão e três... Pode parecer algo bobo, mas seguindo estas instruções, seu alvo irá perceber o que há por trás do seu sorriso.



2. Olhos nos olhos. Tente fazer um joguinho de esconde-esconde: olhar para seu alvo, desviar o olhar, depois olhar novamente... É paquera da melhor qualidade. Essa troca de olhares vai lhe trazer confiança.

3. Dizer alguma coisa. Muitas vezes, a química entre duas pessoas só aflora depois que uma ouve a voz da outra. Se você for muito tímido(a), sente-se perto de seu alvo e suspire de leve. É provável que ouça algum comentário como: "Cansado(a)?". Com isso, a conversa vai rolar. Você também pode fazer um comentário, uma pergunta ou um elogio - as três coisas funcionam para começo de conversa. Um elogio sobre a roupa ou o sorriso do outro costuma ser tiro e queda...

4. Frases de aproximação. O lado ruim dessas frases é que elas podem soar como algo ensaiado, material enlatado. Porém, se forem simples e apropriadas para a situação (numa academia, pedir ajuda com algum aparelho, por exemplo), elas podem funcionar. O importante é que você diga algo, mesmo que de forma tímida ou desajeitada. A aproximação direta é uma das melhores opções - por que não se apresentar?

5. Jogadas inesperadas. Em algumas situações e para algumas pessoas, um ataque frontal pode ser bastante eficiente. Você pode abraça-la(o) e dizer que a(o) estava esperando há um longo tempo em sua vida. Porém, se este tipo de atitude não faz o seu gênero, atue nas entrelinhas, também funciona.

6. Seja você. Para ganhar a atenção, é preciso agir com naturalidade; as pessoas percebem quando você força muito para agradar. Por isso, relaxe. Um boa sugestão á tirar partido do bom humor, assim você se descontrai e diverte quem está por perto. Ninguém resiste aos encantos de quem tem sempre uma palavra alegre para animar o astral.

7. Que tal um convite? Experimente dar alguns passos ousados. Se vocês já se conheceram melhor, que tal convida-la(o) para sair? Chame-a(o) para ir a um lugar neutro, como um restaurante ou um jantar na casa de um amigo.

É bom ressaltar que estes passos são apenas algumas sugestões que podem ou não funcionar. Tudo vai depender de você e de seu objeto de desejo. O importante é que você não fique só esperando e que tome alguma atitude para demonstrar o que está sentindo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lei da atração para o amor(oração)



Oh amada presença da divindade suprema,
Fazei com que meu coração esteja aberto e puro para que Deus atue no meu ser.
Deixando minha alma tranqüila e em paz, a procura da minha outra metade.
Senhor imploro, para que minha alma gêmea me reconheça:
Pelo olhar, pelo toque pelas mãos; sabendo que reencontrou a metade do seu ser;
E diante disso assuma integralmente nosso amor.
Obrigada por todos os dias da minha vida.
Rumo a evolução de espírito, poder buscar a perfeição de Deus,

E assim estar preparado para chegada do verdadeiro encontro com minha alma gêmea .
Sei que somos merecedores desse momento mágico.
Oh! Pai amado! Peço que a fusão harmoniosa seja imediata e plena.
Que nossa vibração acalme ilumine e cure os que estão na nossa faixa de irradiação de amor.
No agora e para sempre; a chama trina que envolve meu coração está aumentando e
Nesse instante o ser que me completa, onde quer que esteja
Sente a mesma vibração de felicidades que sinto agora.

Além de amar minha outra metade, amo a tudo e a todos porque amo Deus.
Sendo assim sou digno e merecedor desse amor completo de absoluto,
Minha alma gêmea e eu agradecemos sua infinita bondade senhor, e pedimos a sua benção
Prometo cultivar sempre a paciência e a espera, pois sei que esse encontro só se dará pela vontade do pai
Continuo minha jornada com fé e esperança, carregando o amor divino em meu coração.
E sabendo que tudo que for meu por direito divino, assim será.
Como me tornar uno com minha alma gêmea, tão perfeita serena e pura.
Com a doçura dos anjos de Deus que assim seja amém. (Aline Bárbara)

II ENCONTRO DE YOUTUBERS SERRINHA

O  YouTube  é hoje a segunda maior ferramenta de busca do mundo. Com isso, a cada dia surgem novos canais e mais pessoas atrás...